Boas-vindas

Nosso Blog é um espaço para colocarmos nossas contribuições e aprendermos através de troca de experiências.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Comentário sobre os pilares citados por Paulo Freire

O diálogo pretendido por Freire como prática educativa – que é diferentedo suposto diálogo vertical proposto pelas elites, que impossibilita amanifestação do sujeito-aprendiz – é um ato de respeito aos educandos. Épreciso existir uma relação democrática entre professores e alunos,mediada por um diálogo que respeite a leitura de mundo do educando,reconhecendo dessa forma, a historicidade do saber.

Desta forma, inserido no paradigma da complexidade, o processo deensino-aprendizagem deveria se fundamentar nas seguintes proposições:
• totalidade e diálogo;
• postura crítica e reflexiva;
• produção do conhecimento através da pesquisa;
• aprender a aprender constantemente e uns com os outros;
• ética coletividade e cooperação.

Neste sentido, os desafios da contemporaneidade, acompanhados dosavanços científicos e tecnológicos e da globalização, levam atransformações rápidas nas áreas social, cultural, econômica e política dasociedade, bem como no processo de produção e aquisição doconhecimento, exigem novas habilidades na educação, pedindo a presençade um professor crítico e reflexivo que irá exercer um papel imprescindívele insubstituível para a construção e socialização dos saberes docentesintrínsecos à construção do conhecimento.
O professor, assim como todos os sujeitos e todas as atividades daeducação, precisa estar em processo constante de mediação e intervençãocrítica para a elaboração da aprendizagem.

A educação deve estruturar–se em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que no transcurso da vida, serão para cada pessoa, em certo modo “pilares” do conhecimento:
Aprender a conhecer:
Aprender a fazer
Aprender a viver juntos
Aprender a ser.
• Qual a grande responsabilidade do professor neste contexto?
 É preciso apostar por uma educação que permitisse evitar os conflitos ou solucionar os de maneira pacífica, fomentando o conhecimento de outros, de suas culturas, de sua espiritualidade.
 Somos diversos, mas semelhantes e interdependentes.

Marciana Lima

Comentário sobre a vida, o dia a dia do tutor.

O dia a dia do tutor é uma mesclagem entre suas atividades convencionais, trabalho efetivo e adaptação (encaixe) do tempo no trabalho de tutoria, como acréscimo. Cujo objetivo é acrescentar a renda e também adquirir experiência na prática do ensino superior, além é claro de poder ter novos horizontes e novas oportunidades. Então, prefiro enfatizar não somente a vida corrida de um tutor, mas, sua real importância mediante sua função.
A função do tutor online é fundamentada numa concepção de participação em que seu elemento fundante seja uma prática transformadora, uma prática articulada com o diálogo e com as orientações acadêmicas que gerem reflexões sobre a unidade do saber, a totalidade do conhecimento e a capacidade do sujeito (aluno) criar e gerar conhecimento.
É importante ressaltarmos que um dos principais objetivos do ensino adistância é promover um ensino inovador e de qualidade, por sua sistemática e recursosdidáticos instrucionais e de multimídia elaborados por profissionais de comprovadacompetência em cada assunto e frequentes avaliações do próprio sistema paradiagnosticar, analisar e mensurar o alcance dos objetivos da instituição e dos cursosministrados.
O docente não se faz presente, mas transmite conhecimentos ao aluno, suscitandoa sua aprendizagem através do planejamento da instrução, do qualparticipou, e dos recursos didáticos que elaborou. Em muitos cursos na modalidade daeducação à distância, há ou deve haver, previsão de momentos presenciais em que oaluno tenha contato direto com o professor/tutor para dirimir dúvidase/ou receberexplicações complementares e participar de momentos de avaliação. Oacompanhamento do aluno, durante todo o processo ensino-aprendizagem, desenvolvidopela instituição de ensino e pelo professor/tutor, é indispensável, superando o fator daseparação e distância. Este feedback é de suma importância, pois é através dele que seassegurará a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
O tutor passa a assumir um papel necessário não só pelas habilidades de suporte, mas enquanto sujeito do processo de humanização da educação em que a comunicação o diálogo e a reflexão sejam aspectos pertinentes na sua relação com o aluno favorecendo um relacionamento e facilitando a compreensão dos temas discutidos.
Marciana Lima Soares

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O uso do chat na EAD

O chat é uma ferramenta em que depende de vários fatores para que ocorra naturalmente.Particularmente acho um pouco complicada mas considero importante em determinadas situações como: esclarecimento de dúvidas, discussões ou debates, dentre outro assunto .Um dos caminhos primordial é um bom planejamento e a partir daí o professor irá observar as sinalizações que os alunos expressam nos vários espaços do ambiente do curso , irá atuar como mediador e desenvolverá também ações investigativas. Outro ponto que considero importante é o número de participantes em um chat pois não é tarefa fácil para o professor/mediador/aluno interpretar as idéias de várias pessoas ao mesmo tempo. As estratégias a serem adotadas, dependem daquilo que se espera de um chat.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Figura 01 da Aula 04

Aula 04 - Figura 01
A figura expressa que o professor usa uma chave de fenda para abrir a cabeça do aluno, como se dissesse assim: vou verificar se realmente o aluno possui cérebro. Revela para nós que não é fácil desenvolver uma avaliação do aluno uma vez que, no meu entendimento, o aluno não vem desenvolvendo a parte cognitiva e sendo assim não absorve os conhecimentos transmitidos. Para o professor ficar com sua consciência tranquila ele abre a cabeça do aluno como forma de constatar a existência de um cérebro humano, capaz de agir, pensar e interagir.
Esta figura me remete aos tempos de crianças na educação tradicional, muitos professores que não tinha a prática pedagógica desenvolvida, até por dificuldades de obterem o conhecimento, usavam muito certas expressões: você tem cabeça só para separar as orelhas, para que serve esta cabeça tão grande se você não sabe pensar; tenho vontade de abrir sua cabeça e colocar a informação dentro dela, e por aí se vai. Comigo. Graças a Deus nunca aconteceu, mas vi professores direcionando este tipo de interrogação aos alunos, muitas vezes de forma rígida, áspera e sem trato educacional. No tempo do que fiz o primário, hoje fundamental I, as professoras usavam a palmatória para quem erasse a tabuada e, é que não sou tão velho assim, agora que fiz 60 anos, me sinto jovem e com todo vigor para construir a vida de maneira sociável e principalmente no viés da educação. Gosto muito do que faço, me sinto realizado numa sala de aula, principalmente quando meus alunos querem realmente aprederem.

Geraldo 51

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

Este livro é um trabalho que promove a união entre os conhecimentos imprescindíveis a um exercício educativo coerente com os moldes éticos que comandam a nossa sociedade. É um belo livro, que apresenta um forte aspecto sociológico, quando orienta que os professores assumam posturas criticas, questionem, orientem e incentivem os seus alunos a pensarem e reivindicarem seus direitos, contribuindo assim para mudança de postura da sociedade. Porém, orienta que ao se adotar esta postura, o professor o faça com ética, que ensine com alegria, porque as pessoas que forem educadas dentro dessa postura serão os protagonistas das mudanças que irão renovar a nossa sociedade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

PILARES DE PAULO FREIRE

HISTORINHA

A pouco tempo uma amiga passou no concurso para professores da Rede Municipal de Ensino. Ela foi lotada em uma escola localizada no bairro do Mucuripe. Uma das turmas que ela teria que ministrar aulas era conhecida em toda a escola como uma das mais problemáticas. Vários professores se recusavam dar aulas àquela turma e os que davam aulas eram sistematicamente ignorados e até mesmo humilhados pelos alunos. Ela contou-me que ao entrar pela primeira vez na sala de aula chegou até a se benzer. Não sabia como tratar a situação. Resolveu que antes de começar a falar sobre a matéria iria conhecer cada um dos alunos, procurar saber a situação pessoal de cada um, quais os seus problemas. Ao mesmo tempo mostrou-se humilde, dizendo que estava ali para ajudá-los a melhorar de vida, mas que ao mesmo tempo, teria muito a aprender com eles. Como resultado deste esforço todos no colégio hoje admiram o fato da turma se comportar plenamente durante suas aulas, e não apenas isto, mas também aos poucos estarem permitindo que outros professores realizem seus trabalhos com m professor que mais cordialidade junto àquela turma.

Citei este exemplo porque nele estão inseridos a meu ver todos os elementos da dialogicidade de Paulo Freire. Amor, humildade, fé nos homens e esperanças estão inseridos diretamente na história. Afinal, no momento em que um professor se “reifica” ele morre academicamente, pois começa achar que somente ele tem razão. Quando a colega fala que também está ali para aprender com aqueles alunos ela está demonstrando humildade. Do mesmo modo a esperança ressignifica a própria vida humana, e quando se procura conhecer os seus alunos você está demonstrando amor, fé nos homens e a esperança de levá-los a uma melhoria nas suas condições de vida. Finalmente o pensar crítico entremeia toda a situação.

João Luis

Última entrevista de Paulo Freire - 2a parte