DIÁLOGO DE PAULO FREIRE SOBRE O AMOR, A HUMILDADE, A FÉ NOS HOMENS, A ESPERANÇA E O OLHAR CRITICO.
Paulo Freire é conhecido no Brasil e além-fronteiras como grande educador usando métodos voltados para á conscientização, sendo defensor da liberdade e igualdade para todos na busca da construção e transmissão do conhecimento. Como um pensador que se comprometeu, além das ideias, com a própria vida, com a própria existência; na Pedagogia do Oprimido ele nos apresenta sua experiência cativada no exílio durante cinco anos, bem como nos mostra o papel conscientizador da educação numa ação libertadora do próprio "medo da liberdade”. Para Paulo Freire vivemos numa sociedade dividida em classes, sendo que os privilégios de uns impedem que a maioria usufrua dos bens produzidos e, coloca como um desses bens produzidos e necessários pata concretizar a vocação necessária do ser mais, a educação, da qual é excluída grande parte da população do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos opressores, onde a educação existe como uma prática de dominação e a pedagogia do oprimido que precisa ser realizada para que surja uma educação com prática de liberdade.
Tenta nos repassar, no entendimento de sua cultura política educacional e social que nós precisamos desenvolver o nosso trabalho como educador e nos propomos ser, a conduzir nosso serviço educacional numa realidade pedagógica dialógica, que seja fortalecida e exercitada com base nas seguintes proposições:
O AMOR, força maior de sustentabilidade e de vínculo em qualquer serviço que predemos desenvolver em nossas vidas. Quando se faz com amor, se faz com segurança, com prazer, com objetividade e dignidade. A educação que traz como força maior o amor, ela rompe fronteiras a opressão chegando ao seu público alvo de fácil entendimento e libertadora.
A HUMILDADE é uma das grandes virtudes dos seres humano, do ser homem, do ser pedagogo, quando nos colocamos sempre como pessoas ávidas de conhecimento e sabemos ouvir, entender e compreender os outros. Precisamos sempre despertar em nós um olhar interior que seja capaz de auto avaliar e assim saber compreender e assimilar os saberes externos. É uma atitude frente ao mundo, estarmos dispostos a atender transmitir e compreender os outros.
FÉ NOS HOMENS, para que o trabalho educacional se propague e cresça no viés da conscientização e libertação, precisamos em primeiro acreditar nos homens, grandes transmissores do conhecimento, responsáveis, ontem, hoje e sempre pela construção do saber, do saber fazer e do saber fazer acontecer.
ESPERANÇA, considerada como grande força da realização da construção educacional. Temos que ter esperanças de melhorias em todos os segmentos da nossa sociedade, seja na política, na educação na saúde em fim, é a esperança que nos faz acreditar que quando realizamos nosso trabalho com amor e humildade, alcançaremos nossos objetivos, combatendo a exclusão e opressão propagadas na sociedade.
OLHAR CRÍTICO, este é responsável pela avaliação de toda relação pedagógica dialógica, precisamos saber analisar, verificar, quantificar, qualificar o trabalho desenvolvido por e pelos outros, buscando identificar os indicadores e impactos causados no desenvolvimento do processo educacional conscientizador e libertador. Saber criticar com ato de juízo, fundamentado na linha de construção de transmissão do conhecimento.
Grande Paulo Freire
Merecia ter sido clonado, permanecer sempre presente no meio de nós, vivo ele continua.
Ótimo texto. Muito bem desenvolvido. Destaco o seguinte trecho:
ResponderExcluir"O AMOR, força maior de sustentabilidade e de vínculo em qualquer serviço que pretendemos desenvolver em nossas vidas. Quando se faz com amor, se faz com segurança, com prazer, com objetividade e dignidade. A educação que traz como força maior o amor, ela rompe fronteiras a opressão chegando ao seu público alvo de fácil entendimento e libertadora".
Quando temos interesse e gostamos do que fazemos, tudo se torna mais fácil e faz mais sentido.